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Anne Rice e bell hooks: eternidades

Bom dia, boa tarde ou boa noite para você que, ao dar uma olhada nas redes sociais em certas duas manhãs, foi pego de surpreso por notícias envolvendo o nome de Rice e Hoods.


Essas duas mulheres incríveis podem não estar mais entre nós, mas o impacto positivo que alcançaram estará sempre cravado na sociedade e deve ser celebrado. Este post vem, então, como uma singela homenagem e relembrança das trajetórias delas.


Anne Rice


Howard Allen O’Brien não era lá a maior fã de seu primeiro nome, por isso acabava se apresentando para os cidadãos de Nova Orleans como Anne.


Sendo membro de uma família de storytellers irlandeses e vivendo em uma cidade conhecida pelos seus cemitérios e cultura vodoo, não é à toa que ela acabou se transformando em uma grande autora de terror e fantasia.


Seu primeiro livro, “Entrevista com o Vampiro”, escrito em apenas cinco semanas, acabou se tornando um bestseller com direito à filme com Brad Pitt e Tom Cruise no elenco, sem contar uma tradução para o português feita pela própria Clarice Lispector. Depois disso, acabou escrevendo ao longo dos anos muitas outras histórias envolvendo o universo gótico e mudando a mitologia dos vampiros para sempre.


Mas, por trás daquela carreira grandiosa, eram poucos os que sabiam a história de superação da Anne, a qual ao longo da vida perdeu duas das mulheres que mais admirava: sua mãe, a qual acabou morrendo por conta de complicações com o alcoolismo durante a adolescência da autora, e sua filha Michelle, a qual foi vítima da leucemia com apenas cinco anos.


Apesar de todas as dificuldades, Anne continuou seguindo em frente, dando vida à personagens icônicos como Lestat e encantando milhares de fãs.



bell hooks


Direto de Hopkinsville e nascida Gloria Jean Watkins, ela foi uma das escritoras mais importantes de sua geração, inspirando até hoje vários ativistas pelo mundo. Vivendo sua juventude em uma comunidade segregada, ela não desistia de se esforçar nos estudos e foi aceita na Stanford University.


Através de sua participação no movimento feminista, ela mudou a ideia de que aquela luta era reservada apenas para mulheres brancas com condições socioeconômicas favoráveis. Seu legado conta com mais de quarenta livros que abordam temáticas como racismo, feminismo, cultura, política e espiritualidade.


Dentre seus livros mais famosos podemos citar “Anseios: Raça, Gênero e Políticas” e “Ensinando Pensamento Crítico: Sabedoria Prática”.


Ao escolher seu nome artístico, queria homenagear o legado de sua bisavó. Além disso, optava por usar somente letras minúsculas para que a atenção do leitor estivesse focada na mensagem de seus textos e não nela.


Mas seu trabalho não para por aí: nos anos oitenta, ela criou o “Sisters of Yam”(Irmãs de Yam), um grupo de apoio para mulheres negras. Ao longo do tempo, foi professora em faculdades como University of Southern California, Yale University, Oberlin College, Berea College e City College of New York… ufa! Lista grandinha, não é?


De acordo com hooks, “No momento em que escolhermos amar, começamos a nos mover contra a dominação, contra a opressão. No momento em que escolhemos amar, começamos a nos mover em direção a liberdade, agindo de uma maneira que libera os outros e a nós mesmos”.


Espero que tenha gostado do post! Vejo você semana que vem, hein?


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